sábado, 14 de fevereiro de 2009

Grandes Surpresas

Dia 16/01/2008. Oba! Meu aniversário de 11 anos! E o dia da minha mudança. Estava no quintal, tirando de algumas caixas, objetos que seriam doados ou jogados no lixo.
Foi então, que achei num baú, um mapa de um tesouro.
Achei uma bobagem! Joguei no lixo, e continuei arrumando a mudança.
Já estávamos colocando tudo dentro do caminhão. Foi então, que pensei mais um pouquinho. Corri para a lixeira e rapidamente peguei o mapa, entrei no carro eu fui para o meu novo lar.
Quando cheguei lá, liguei para minhas amigas. A Giulia, riu da minha cara! Achou a maior bobagem. A Paulinha ficou com medo. Não quis nem saber. A Bia, disse que tinha mais o que fazer. A Alice achou interessantíssimo e logo me disse que ia ajudar. A Mayumi no começo, também achou uma bobagem, mas depois resolver vir comigo e com a Alice.
Combinamos de nos encontrar lá em casa. Cada uma de nós tinha uma mochila com as seguintes coisas: uma lanterna, uma pá, lanches, uma garrafa com água, um espelho, um gravador(combinamos de gravar tudo o que aconteceria na nossa busca), um celular, um bloquinho de anotações, um lápis, um relógio e uma bomba de encher pneus, porque estávamos indo de bicicleta.
De acordo com o mapa, o tesouro estaria em uma caverna. Achamos aquilo muito estranho, mas fomos mesmo assim.
Algumas pistas eram muito estranhas e difíceis de desvendar. Papai e mamãe acharam que era uma brincadeira nossa, e nos ajudaram a seguir algumas pistas.
45 min depois, lá estava eu, Alice e Mayumi, dentro da caverna. Essa era a parte mais difícil. A caverna era muito escura! E se o tesouro estivesse enterrado?
Cada uma de nós pegou sua lanterna, e começou a caminhar. Foi então, que comecei a ouvir um barulho terrível. Parecia que a caverna iria cair em cima de nós! Corri para a entrada e percebi que era apenas uma chuva. Uma enorme chuva!!
Quando voltei para dentro da caverna Alice me deu a triste notícia de que a Mayumi havia sumido. E agora? Continuamos a procurar pelo tesouro quando ouvimos a voz da Mayumi. Ela estava gritando!!!
Corremos seguindo a voz dela. No meio da caminho achamos sua mochila. Nossa... Ficamos apavoradas! A Alice, pegou o celular para ligar para seus pais mas... Estava fora de área. Já eram 18:35. Estávamos com muita fome. Lanchamos, e depois montamos um plano no bloquinho de anotações. Também gravamos no gravador, tipo um jornal, um relatório, contando tudo o que havia acontecido.
Pegamos a lanterna e continuamos a busca do tesouro. E da Mayumi.
4 horas depois e... Nada! Estávamos com sono e fomos dormir.
No outro dia, acordei 6:00. E... Cadê a Alice? Ela tinha sumido... Agora, eu estava sozinha. Comecei a tremer, mas continuei a busca.
30 min depois, comecei a pensar nos meus pais e na preocupação que eles estavam sentindo. A essa hora, já deveriam ter policiais atrás da gente.
Foi então que achei um papel do bloquinho da Alice no chão. Nele, estava escrito: Iara, estou indo atrás da Mayumi. Não fiquei preocupada. Logo nos encontraremos.
Ótimo! A Alice tinha ido atrás da Mayumi sem mim! Respirei fundo e disse para mim mesma: A busca continua!
Já eram 7:30. Eu estava com fome! E foi exatamente quando a minha barriga roncou pela décima quinta vez que eu encontrei... A ALICE!!! Ela me disse que havia encontrado a Mayumi. Mas que ela não quis parar para ouvi-la.
A Alice havia achado o gravador da Mayumi no caminho. Nele, estava gravado que ela estava prestes a encontrar o tesouro.
A Alice não perdeu tempo! Me chamou e falou que a Mayumi não estava muito longe!
E depois de 15 min encontramo-nas! Nós três, de acordo com o mapa, estávamos no local onde o tesouro se encontrava. Começamos a cavar, até que encontramos algo duro. Era um baú! Abrimos rapidamente e... Adivinha o que estava lá dentro? R$15,00 e 1 pacote de balinhas.
Ah... Mas que raiva! Arriscamos nossas vidas, corremos vários perigos, deixamos nossos pais preocupados para ganhar R$5,00 cada uma e algumas balinhas??? Aquilo era o fim. O fim!!!!!
Pegamos nossas bicicletas e fomos correndo para casa! Quando cheguei, minha mãe estava desesperada. Quando me viu, levou um susto! Contamos a história pra ela, e sabe o que ela fez? Me deixou de castigo por um mês inteiro e logo foi pegando minhas balas
Ei!!! As balas são minhas!!


Iara Santos
Janeiro de 2008

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