domingo, 1 de março de 2009

O cão que virou notícia

Um cão. Apenas um cão. E que virou notícia. Pobre Bob... Um cãozinho que não faz mal a ninguém... Pelo contrário, taxistas afirmam que o cão ajuda a proteger o ponto de táxi. Mas a população insiste em retirá-lo de seu ´´lar``.
Bob vivia em um ponto de táxi há nove anos. Por que tirá-lo dali? Levá-lo para onde? O que fazer com ele?
Moradores argumentam que o cão já havia atacado e corrido atrás de outras pessoas. Claro! As pessoas foram mexer com ele... Se deixassem Bob simplesmente quietinho em seu canto, sem perturbá-lo, o cachorro ainda estaria lá hoje, tranqüilo e acomodado.
Um cachorro que vive há tantos anos em um mesmo local, não se adapta a outro ambiente muito diferente. Bob já está acostumado com o barulho, as pessoas... É provável que se for morar em outro local, não se adapte e possa morrer.
Bob deveria continuar no ponto de táxi, local onde já se adaptou, e vivia há tanto tempo.
Além de tudo, já é um cachorro velho. Não viverá por mais muito tempo. Deixem pelo menos ele viver seus últimos anos de vida no local que já está acostumado e feliz.
E pensem bem...Tantas coisas ruins acontecendo no nosso mundo, tantos marginais, traficantes soltos por aí, e as pessoas vão se queixar de um cachorro?
Quantos cachorros vivem soltos por aí e as pessoas não fazem nada... Vão reclamar de um cachorro que está habituado ao local em que vive há nove anos?
Deixo aqui minha indignação com a atitude dos moradores. Ora, os incomodados que se retirem! Mas que deixem o cãozinho viver em seu lar.
Iara A. Santos
27/2/2009

Meedo!!

_Mas mãe, vocês tem mesmo que ir?
_Letícia, você sabe que temos que ir. É uma peça imperdível, e importante para o trabalho de seu pai.
_Mas mãe...
_Chega de mais! Seu irmão estará aqui com você. E além disso, o seu primo Marcelo chegará daqui a pouco. Fique tranqüila, filha... Você estará muito segura aqui em casa.
_E que horas vocês voltam? _pergunta o irmão_
_Pedro, a peça é muito demorada. Mas por volta de meia-noite e meia estaremos aqui novamente!
_Só meia-noite? Mãe, eu não gosto deste horário. Tenho muito medo!!_diz Letícia_
_Letícia, não seja boba, minha filha. É só lembrar-se das recomendações de sempre: não abra a porta para estranhos, não pense em coisas ruins, não dê nenhuma informação à ninguém, não saia de casa... E principalmente: não fale a ninguém que vocês estarão sozinhos.
_Que horas o Marcelo chegará?_pergunta Pedro_
_Daqui a pouco, filho... Não fiquem preocupados, passará mais rápido do que vocês imaginam. Bem, está dando a nossa hora. Temos que ir, queridos, mais tarde estaremos aqui novamente.
_Tchau, mãe!!_respondem os filhos, muito tristes e preocupados_
Pedro e Letícia não gostam de ficar sozinhos. Mas naquela noite, aquilo seria necessário. Os pais haviam saído para assistirem uma importante peça de teatro. E só voltariam muito, muito tarde.
Após algum tempo, Marcelo, o primo das crianças havia chegado. Assim como Pedro, Marcelo tinha doze anos. Letícia, apenas dez.
_Marcelo, o que vamos fazer?_pergunta Pedro_
_Ah, Marcelo, deixa de bobagem... Podemos fazer o que quisermos!!_respondeu Marcelo.
A noite estava sombria. Chovia bastante. O céu estava muito escuro. O barulho dos trovões, assustava cada vez mais a pequena Letícia.
Por volta de dez horas, as crianças foram se deitar. Resolveram dormir todas no mesmo quarto.
_E aí, quem vai apagar a luz?_pergunta Pedro._
_Que bobagem, Pedro! Eu mesmo vou!!_responde Marcelo, muito confiante.
Mas, antes de Marcelo se levantar, a luz se apaga, sozinha.
_ Deve ter sido um pico de energia._diz Marcelo_
_ Não, não foi!_responde Letícia com a voz trêmula_ O ar-condicionado ainda está ligado!
_Então, a luz deve ter queimado. Oras, Letícia, vamos dormir!_responde Marcelo, muito grosso._
Era o que os três mais queriam: dormir. Mas como? Todas os móveis do quarto estavam estalando. A luz, estava piscando. E Letícia enxergava bem ao seu lado, um vulto branco se mexendo.
_Socorro!!! Um fantasma!!!!_grita a menina_
_Lê, não é um fantasma! É apenas minha toalha pendurada na janela e se movendo com a ajuda do vento!_disse Pedro_
_Mas parecia ser tão real...Tudo bem, vamos dormir então...
Após vinte minutos, Letícia reclama estar com fome. Mas a cozinha era no primeiro andar da casa. Eles estavam no terceiro. E ninguém queria arriscar. Até Marcelo, metido a corajoso, estava com medo. Mas não admitiu, claro. Usou a desculpa de que estava com sono.
_Por favor, Pedrinho, vai lá pra mim..._implorou Letícia
_ Ah, Lê... Só vou se você e o Marcelo forem também._disse Pedro_
E lá estavam os três, descendo a escada pé ante pé, até que...
_ Pedro, eu vi alguma coisa mexendo ali na cozinha!_disse Lê.
_É, eu também vi, Lê. Você viu, Marcelo?
_Que bobagem, aposto que não é nada de mais!!
_Ah, é? Vai lá então, macho! E traz os biscoitos da Lê. Estaremos lá no quarto te esperando._Pedro disse, um pouco invocado.
_Calma, esperem aí, gente! Não subam não!!_gritou Marcelo_
Mas, já era tarde de mais. E Marcelo não poderia voltar sem os biscoitos. E agora?
Marcelo, com muito medo, entra na cozinha. Mas quando abre a porta da geladeira... Um vulto passa por ele. O garoto, sai correndo, entra no quarto, fecha a porta, e começa a chorar. Chora muito, muito, muito. Estava assustado, pálido, tremendo, arrepiado, suando frio.
Os três estavam muito assustados. Letícia já estava desesperada e chorando muito também.
Passaram-se dois minutos e o telefone tocou. É claro que ninguém atendeu. Estavam com muito medo. Mas o que mais preocupava as três crianças, era a hora. Faltavam quinze minutos para uma hora. E os pais de Pedro e Letícia nem haviam dado sinal.
Pedro resolveu ir lá fora para ver se os pais estavam por ali. Ele estava no terceiro andar. Quando chegou ao segundo... O que era aquilo? Uma risada muito alta e medonha. Pedro não sabia o que fazer, estava muito escuro... Ao subir a escada correndo, tropeçou e caiu. Torceu o pé, não conseguia levantar.
Após alguns minutos, no quarto, Letícia já estava desesperada. Onde estava Pedro? E agora, o que faria? A garotinha estava muito preocupada, e resolveu procurá-lo. Com a ajuda de Marcelo, claro.
Quando estavam descendo as escadas, encontraram Pedro caído no chão. E ouviram as risadas também. Marcelo estava passando mal novamente, e Letícia, chorando muito. Apoiado nos dois, Pedro conseguiu subir as escadas e entrar no quarto novamente.
Quinze minutos depois, os pais de Pedro e Letícia haviam chegado. Foram rapidamente para o quarto e deram um abraço nos filhos e no sobrinho. Depois de ouvirem toda a história, resolveram desvendar aquele mistério.
Descobriram que as risadas eram da televisão que haviam deixado ligada. E o vulto, era apenas o cachorrinho da família, Tob. A luz estava piscando apenas por mal contato. E os pais demoraram a chegar, porque ficaram presos em um engarrafamento. E sabe o telefone tocando? Eram eles, avisando que demorariam um pouco.
Após aquele dia, Marcelo, Pedro e Letícia aprenderam que não precisam ter medo de tudo, e que, a imaginação faz com que eles tenham ainda mais medo. Aprenderam também que é muito importante obedecer seus pais. E entenderam que tudo tem uma causa, e que descobri-la não é tão difícil quanto parece.




Iara Santos
Fevereiro de 2009

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Eu gosto é de rock!!!

Fala sério, eu nunca dormi tanto! Calma, acho que você ainda não me conhece. Meu nome é Aulice Joaquina Sebastiana Jusescreuza Marilú Colizandra Fedopeta Fedorora. Para os mais íntimos, Aurora.
Onde é que eu estava mesmo? Ah, sim, no dia da torta!! Não, não... Isso foi na semana passada...Sinceramente, acho que aquele sono atrapalhou um pouco minha memória. Acho melhor chamar o princípe Philipe.
_Sim, sou eu!
_Amor, apresente-se. Não sei se percebeu, mas estamos em uma história!!
_Claro, querida. Olá! O meu nome é Pilópidas Píndoralas Carbono Kaique, mas todos me chamam de Philipe!
_Amor, o que aconteceu ontem mesmo?
_A banda!
_O que? A tanga?
_Não, a banda!
_O panda?
_ Não, a BANDA!! Querida, além da memória a audição também foi prejudicada?
_E o sono. Boa noite!
_Aurora, querida!! Bem... Acho que vou ter que continuar a história sozinho. De acordo com o médico, quando ela dorme assim, só acorda depois de bastante tempo!
Vejam só o que aconteceu ontem: a Aurora saiu para passear na floresta, e uma bruxa apareceu. Como em todas as histórias de bruxas, elas são sempre más, a Aurora sumiu. Saiu correndo, zunada, voando, caindo, se estrupiando toodinha!
Mas não adiantou nada! Aquela bruxa patricinha, de vestido cor-de-rosa e chapéu roxo e lilás, com o sapatinho de cristal imitando a Cinderella e varinha de condão bem amarela, surgiu de repente, na frente da Aurora, minha bela!
_ O resto, pode deixar que eu conto!
_ Aulice, você já acordou?!
_ Por favor, me chame de Aurora e me deixe continuar a história!
_ Claro, querida, prossiga!
_ Foi então que a tal bruxinha, de má, nada tinha. Parecia até uma fadinha! Mas muito da metida, viu?
Quando me levantei do chão (eu tinha escorregado em uma casca de banana, o que é típico em muitas histórias), a tal bruxinha se apresentou:
´´_ O meu nome é Florilinda. Sou uma bruxinha que não vive sem shopping e roupa cor-de-rosa! Quando necessário, armo um barraco!! Mas também sei conceder desejos, como aquelas fadinhas bregas que gostam de tudo colorido, e são super fofinhas, humildes, e blá, blá, blá.. Tudo falsidade!! Você sabia que eu peguei a fada-madrinha da Cinderella chingando o juíz do jogo de futebol do Mundo das Fadas? Ela é muito boca suja!
Bem, mas voltando ao assunto... Eu posso te conceder um desejo. Sabe como é, né. Você anda muito dorminhoca, menina!``
_ Calma lá... Quer dizer que você vai me dar um desejo?
_É!
_E quer que eu peça para ter... Insônia?
_É...
_ Você está é doida, minha filha! Acha mesmo que eu iria jogar a maior chance da minha vida, pedindo para ter... Insônia?
_ Ué, o que você quer então?
_ Ser a cantora de rock mais famosa do mundo!
_ Ai, que coisinha cafona! Tem certeza que é isso mesmo que você quer? Não prefere ser cantora de funk não?
_Dá pra atender o meu desejo logo? Estou ficando com sono...
_ Já que você quer... Seu desejo é uma ordem!
E em poucos segundos, eu virei a... Mandonna. A bruxinha fez tudo errado! Eu não queria ser uma estrela aí, eu queria ser Aurora, A estrela!!
Que vontade que eu tive de enfiar aquela varinha amarela dentro do nariz da maluquinha! Só que, naquela hora, ela deveria estar em casa, mandando um vídeio para o ´´BPB`` (Bruxas Pinck Brasil). Ela é viciada em ´´reality shows``.
Logo em seguida, o meu celular tocou. E sabe quem era? A Britney Britney, melhor amiga da Mandonna.
Ahhh!!! Eu gritei, chorei, e rolei na grama. Ao mesmo tempo!! Todos me olharam esquisito, e eu nem entendi porque...
Foi então, que a Britney B. me convidou para uma festa do pijama na sua mansão. Gente, eu estava tão chique, que tinha até motorista particular!
No meu carrão, ele me levou até à casa da Britney. Me diverti muito naquela noite!
Mais tarde, o meu celular tocou. Era o meu empresário, marcando um encontro com o Ian, vocalista da minha banda favorita: Di Roxo. E não é que a Mandonna também adora ele?
Saí correndo da casa da Britney, e no meio da rua, dei de cara com o Philipe. Quando ele descobriu que eu iria conhecer o Ian, ficou verde de ciúmes e me levou para o nosso castelo de novo. De repente, do nada, deixei de ser a Mandonna e virei a Aurora.
Chegando em casa, tive que ficar ouvindo música clássica por duas horas. Ninguém mais quer saber de rock lá no castelo... Mas eu nunca vou deixar de ser loucamente apaixonada pelo Ian!
_Ei, eu ouvi você falar isso, tá Aurora??
_ Eu não falei nada, Philipe! Droga...

Iara Santos & Alice Anício
Março de 2008

Amigos de Verdade

Essa história aconteceu há dez anos atrás. Eu tinha apenas sete anos.
Sempre fui uma criança muito tímida, mas sincera e honesta. E nunca gostei de trapaça! Preste atenção: eu, Ana, era tímida, mas não boba!!
Certo dia, quando cheguei à escola, todos estavam rindo de mim. Não entendi o motivo! Foi então que descobri que minha única amiga, Thaís, havia contado o meu maior segredo para toda a escola. Naquele momento, eu não tinha mais amigos.
Cheguei em casa chorando muito. Minha mãe, assustada, sugeriu um copo d'água, mas não quis. Fui me deitar.
No outro dia, tive febre e faltei à aula. Acho que por causa da tristeza. Estava com tanto ódio da Thaís, que esqueci da febre e resolvi dar um passeio.
Quando cheguei à pracinha, surgiu uma fada de uma nuvem, que me concedeu três desejos. Confesso que achei estranho, mas e daí? Eu tinha três desejos!!
De cara, pedi três amigos. Da nuvem, desceram Miguel, Isabel e Gabriel.
Esses, eram amigos de verdade! Foram três meses maravilhosos para mim. Miguel era um companheiro. Tudo o que eu quisesse desabafar, era com ele.
Isabel era a brincalhona. Com ela, eu brincava de tudo!
E gabriel, por ser companheiro e brincalhão, se tornou meu melhor amigo.
Depois de três meses de amizade, meus amigos acabaram me trazendo mais amigos. Apesar do meu segredo revelado, a turma inteira começou a se simpatizar comigo. Até a Thaís me pediu desculpas!!
No dia seguinte, Miguel, Isabel e Gabriel, me revelaram que eram, na verdade, anjos. Me mostraram que eu podia conseguir muitos amigos, sendo apenas eu mesma. Sem tentar esconder o que eu sou. Fiquei muito triste com a partida deles, mas infelizmente, eles tinham que ir...
Hoje, tenho dezessete anos e tenho muitos amigos. Aqueles três anjinhos, me mostraram que eu não preciso ter vergonha de mostrar quem eu sou. E sabe que eles ainda me visitam toda noite?!

Iara Santos
Março de 2008

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Os verdadeiros super-heróis

Até ontem, quando alguém me perguntava se eu acreditava em super-heróis, eu ria da cara das pessoas, falava que não, e achava a maior bobagem. Hoje, tudo ficou diferente.
Meu nome é Carlos Gabriel. Biel, se preferir.
Hoje, estou muito assustado. Muito mesmo. Fui na padaria, apenas comprar leite, para o bolo que minha mãe queria fazer. Mas assisti cenas simplesmente horríveis.
A padaria, fica a uns 3 quarteirões daqui. Não é muito longe. Mas hoje, pareceu uma eternidade.
No primeiro quarteirão, avistei uma velinha sendo assaltada. Uma cena chocante. O assaltante chegou a cuhtá-la, batê-la... e só para pegar sua bolsa.
Minha vontade, foi de sair correndo atrás daquele cara. Um ser sem coração. Mas do que adiantaria? Era mais fácil eu ajudar aquela senhora, que estava realmente precisando de mim. Eu gritava muito, pedindo ajuda, pois o que eu, um garoto de 10 anos poderia fazer? Mas ninguém, nenhuma pessoa poderia parar para ajudar aquela senhora.
Até que passou lá um jovem. Parecia ter cerca de 20 anos. O pai dele, trabalhava no hospital da cidade. Ele colocou a senhora no carro, e levou-a até lá. Fiquei um pouco assustado com aquela cena, mas continuei meu caminho até à padaria.
No segundo quarteirão... O que foi aquilo? Parecia o mesmo cara. O mesmo ser sem coração. Mas agora, o covarde resolveu escolher uma criança como vítima. Uma menininha. Devia ter 7 anos. Carregava R$20,00 na bolsinha. E aquele homem fez questão de roubá-la. Fez questão de traumatizar a mente de uma criancinha. Apenas uma criancinha.
Eu estava chocado. Não acreditei no que eu estava vendo. Todos passando, correndo muito, a criança chorando, e ninguém sequer olhava para ela.
Até que, uma mulher passou. Ela segurou a criança no colo. Perguntou-lhe se sabia onde morava, seu telefone, coisas do tipo. E levou-a para a casa da menina.
Fiquei com aquela imagem na minha cabeça... Mas fui para a padaria.
Lá, comprei o que minha mãe precisava. Voltei para casa. Não percebi nada ao meu redor, no caminho. Só estava com aquelas imagens na minha cabeça. O rosto daquele homem, não parava de pensar nisso...
Cheguei em casa. Apenas entreguei o leite pra minha mãe e fui para o quarto. Estava assustado, chocado, traumatizado... Mas além daquelas imagens terríveis, aquele rosto horroroso... Outra coisa também não saía da minha cabeça: eu nunca acreditei em super-heróis. Mas hoje, descobri que eles existem sim. Não aqueles com capas e super poderes... Mas aqueles que conseguem pensar não apenas em si próprios, mas nas pessoas ao seu redor que necessitam de ajuda.


Iara Santos
Fevereiro de 2009

Pai

Pai:
Um nome especial!
Uma pessoa sem igual!

Pai...
Você,
que me fez nascer.
Que me educou,
e me vê crescer.

Pai,
uma pessoa especial em minha vida!
E por mim,
muito querida!

Pai,
você é tão engraçado...
Trabalhador,
e muito educado!!

Pai,
se alguém me perguntar,
pessoas que eu nunca vou esquecer,
uma delas vai ser você!

Não tenho mais palavras para descrevê-lo.
Então, termino esse poema apenas dizendo:
eu te amo de montão,
e você mora no meu coração!!!
Feliz Dia Dos Pais!

Iara Santos
Agosto de 2007

O Dia Especial

O dia especial,
está quase chegando!
Vai ser tão legal...
Tudo, já estou preparando!

O bolo, as velinhas...
Nada pode faltar!
As coisas mais pequenininhas,
em seus lugares devem estar.

Os brinquedos, os joguinhos...
Será uma grande diversão!
Espero que todos venham,
e curtam de montão!

Já estou entregando os convites.
Não pode ninguém faltar!
Ande, venha logo!
Vamos já brincar?

E o melhor da festa,
são os meus amigos!
Amigos tão legais...
Amigos especiais!

Iara Santos
Dezembro de 2007

Mistureba

Era uma vez, uma menina muito bela, que se chamava Cinderella. Ela tinha dois priminhos, João e Maria. Seu animal de estimação virou a estrela do filme Pinóquio.
Esse animal, não era o gatinho, como vocês estão imaginando. Era a baleia! Mas não era uma baleia comum. Aquela baleia falava!!! Essa baleia se chamava Leleca. A Leleca odiou comer o Pinóquio . Ele tinha gosto de... madeira!
João e Maria adoravam Leleca! Mas um dia, o caçador da Chapeuzinho Vermelho achou o animal na piscina da casa das crianças, e resolveu caçá-la. Como? Não me pergunte, porque eu não sei! Sou só a narradora!!!
A baleia disse pro caçador:
__ Fala aí brother! Beleza? Eu tô só relaxando!
O caçador, assustado, saiu correndo! João, Maria e Leleca caíram na gargalhada!!!
Foi então, que chegou o avô da Cinderella: Gepeto. Ele queria fazer um chinelo pra ela. É porque ele é o dono da fábrica Habaianas. Pois é... Cada família que conhecemos... A marca Habaianas é a mais vendida na Terra e... Você se lembra do ET amigo do Pinóquio? Não? Ah... Bem, mas ele também compra Habaianas. Não é liindo?
Só que a Cinderella, achava as Habaianas muito bregas. E não queria uma. Porque o Gepeto, gostava de fazer Habaianas de madeira para seus familiares, em homenagem ao Pinóquio. Na maioria das vezes, pintava de amarelo com bolinhas pretas. Vê se pode?
Gepeto nunca tinha experimentado os chinelos Habaianas (mas é claro, quem iria experimentar uma porcaria dessas?). Cinderella não tinha coragem de dizer ao avô mas ela gostaria que ele mudasse o nome para Porcarianas.
Só que o avô, insistiu tanto que... A Cinderella teve que aceitar. E o avô, todo feliz fez uma Habaianas especial para Cinderella. Em vez de ser amarela com bolinhas pretas... Era preta com bolinhas amarelas! Que fofo!
Mesmo assim Cinderella odiou o chinelo. Ela só gostaria se fosse de borracha e cor de rosa (ai, que enjoança com o cor de rosa!). O quarto dela era rosa, sua cama, seu W.C, sua banheira... Resumindo: TUDO ROSA!
A Cinderella, insatisfeita com seu chinelo, esperou Gepeto ir embora e jogou no lixo. Isso mesmo! No lixo! Só, que, o que ela não sabia, era que Aladim estava ali, voando com seu tapete mágico e com o Alibabá e os Quarenta Ladrões. E ele viu tudo! Dedo-duro do jeito que é, foi correndo falar com Gepeto!
Mas o tapete do Aladim, não era anti-alérgico. E ele só havia descoberto isso depois que perdeu a garantia de um mês. Portanto, toda vez que ele passava perto de alguém com aquele tapete...
_ATCHIM!
_Saúde!
_Obrigado!
Isso acontecia...
Mas quando Aladim chegou nas lojas Habainas, estava tudo fechado... Gepeto havia saído com Chapeuzinho Vermelho, para passear de helicóptero! Assustado com tanta Mistureba, Aladim, Alibabá e os 40 ladrões, resolveram sair da história.
Foi então, que a Branca de Neve resolveu entrar na históiria, no lugar dos garotos que haviam saído. E ela quis experimentar a Habaiana da Cinderella. Só, que, o chinelo fedia a chulé que tinha cheiro de pernil assado. Humm deve ser gostoso o cheiro mas... Mas era feio pra dedel! Por sorte da Cinderella, a Branca adorou seu chinelo! E quis a tal Habaiana.
Quer saber como termina a história? Bem, como em todo conto maravilhoso, tudo acaba bem... A Branca de Neve resolveu juntar sua boutique(que também era uma breguice) com a fábrica Habianas do Gepeto. Aquela combinação fez tanto sucesso! E não me pergunte porque. Se as duas lojas sozinhas eram terríveis, imaginem elas juntas? Os dois viraram sócios, e para comemorar, deram um grande baile, em que havia uma super banda de rock: Os sete anões!!!



Observações: Temos certeza que você achou esta história uma confusão!
Mas se o título é Mistureba, com certeza, tem uma razão!
A história é misturada, sim, eu admito!
Mas por favor, não fica bravo! Ficou tão bonito...
E pra terminar esse versinho, eu digo e repito:
aposto que todos gostaram.
Além de muito bonito...
Ficou muito engraçado!
É ou não é?



Iara Santos & Alice Anício
Janeiro de 2008

Mãe

O jasmim, que fica no meu jardim!...

Uma linda flor,
que sempre me deu amor!
Um tesouro,
que vale mais que ouro!

Mãe,
com muita dedicação,
você encheu meu coração!

Charmosa,
bonita como uma rosa!

Às vezes é exigente,
mas perto de você,
só me sinto contente!

Mãe, você é encantadora!
Compreensiva e trabalhadora!

E neste dia tão especial,
não é só presente que quero lhe dar.
Para você, eu quero olhar e dizer:
Feliz Dia Das Mães!!!

Iara Santos
Maio de 2007

Grandes Surpresas

Dia 16/01/2008. Oba! Meu aniversário de 11 anos! E o dia da minha mudança. Estava no quintal, tirando de algumas caixas, objetos que seriam doados ou jogados no lixo.
Foi então, que achei num baú, um mapa de um tesouro.
Achei uma bobagem! Joguei no lixo, e continuei arrumando a mudança.
Já estávamos colocando tudo dentro do caminhão. Foi então, que pensei mais um pouquinho. Corri para a lixeira e rapidamente peguei o mapa, entrei no carro eu fui para o meu novo lar.
Quando cheguei lá, liguei para minhas amigas. A Giulia, riu da minha cara! Achou a maior bobagem. A Paulinha ficou com medo. Não quis nem saber. A Bia, disse que tinha mais o que fazer. A Alice achou interessantíssimo e logo me disse que ia ajudar. A Mayumi no começo, também achou uma bobagem, mas depois resolver vir comigo e com a Alice.
Combinamos de nos encontrar lá em casa. Cada uma de nós tinha uma mochila com as seguintes coisas: uma lanterna, uma pá, lanches, uma garrafa com água, um espelho, um gravador(combinamos de gravar tudo o que aconteceria na nossa busca), um celular, um bloquinho de anotações, um lápis, um relógio e uma bomba de encher pneus, porque estávamos indo de bicicleta.
De acordo com o mapa, o tesouro estaria em uma caverna. Achamos aquilo muito estranho, mas fomos mesmo assim.
Algumas pistas eram muito estranhas e difíceis de desvendar. Papai e mamãe acharam que era uma brincadeira nossa, e nos ajudaram a seguir algumas pistas.
45 min depois, lá estava eu, Alice e Mayumi, dentro da caverna. Essa era a parte mais difícil. A caverna era muito escura! E se o tesouro estivesse enterrado?
Cada uma de nós pegou sua lanterna, e começou a caminhar. Foi então, que comecei a ouvir um barulho terrível. Parecia que a caverna iria cair em cima de nós! Corri para a entrada e percebi que era apenas uma chuva. Uma enorme chuva!!
Quando voltei para dentro da caverna Alice me deu a triste notícia de que a Mayumi havia sumido. E agora? Continuamos a procurar pelo tesouro quando ouvimos a voz da Mayumi. Ela estava gritando!!!
Corremos seguindo a voz dela. No meio da caminho achamos sua mochila. Nossa... Ficamos apavoradas! A Alice, pegou o celular para ligar para seus pais mas... Estava fora de área. Já eram 18:35. Estávamos com muita fome. Lanchamos, e depois montamos um plano no bloquinho de anotações. Também gravamos no gravador, tipo um jornal, um relatório, contando tudo o que havia acontecido.
Pegamos a lanterna e continuamos a busca do tesouro. E da Mayumi.
4 horas depois e... Nada! Estávamos com sono e fomos dormir.
No outro dia, acordei 6:00. E... Cadê a Alice? Ela tinha sumido... Agora, eu estava sozinha. Comecei a tremer, mas continuei a busca.
30 min depois, comecei a pensar nos meus pais e na preocupação que eles estavam sentindo. A essa hora, já deveriam ter policiais atrás da gente.
Foi então que achei um papel do bloquinho da Alice no chão. Nele, estava escrito: Iara, estou indo atrás da Mayumi. Não fiquei preocupada. Logo nos encontraremos.
Ótimo! A Alice tinha ido atrás da Mayumi sem mim! Respirei fundo e disse para mim mesma: A busca continua!
Já eram 7:30. Eu estava com fome! E foi exatamente quando a minha barriga roncou pela décima quinta vez que eu encontrei... A ALICE!!! Ela me disse que havia encontrado a Mayumi. Mas que ela não quis parar para ouvi-la.
A Alice havia achado o gravador da Mayumi no caminho. Nele, estava gravado que ela estava prestes a encontrar o tesouro.
A Alice não perdeu tempo! Me chamou e falou que a Mayumi não estava muito longe!
E depois de 15 min encontramo-nas! Nós três, de acordo com o mapa, estávamos no local onde o tesouro se encontrava. Começamos a cavar, até que encontramos algo duro. Era um baú! Abrimos rapidamente e... Adivinha o que estava lá dentro? R$15,00 e 1 pacote de balinhas.
Ah... Mas que raiva! Arriscamos nossas vidas, corremos vários perigos, deixamos nossos pais preocupados para ganhar R$5,00 cada uma e algumas balinhas??? Aquilo era o fim. O fim!!!!!
Pegamos nossas bicicletas e fomos correndo para casa! Quando cheguei, minha mãe estava desesperada. Quando me viu, levou um susto! Contamos a história pra ela, e sabe o que ela fez? Me deixou de castigo por um mês inteiro e logo foi pegando minhas balas
Ei!!! As balas são minhas!!


Iara Santos
Janeiro de 2008

A Beleza que é a Natureza

Ó, como é bela a natureza!
Encanta a todos,
sua beleza!

Ela é sem igual.
Não existe outra tão natural!

Devemos ser inteligentes,
e cuidar desse precioso meio ambiente!

E a primavera!
Como é bela!
O mundo,
não teria graça sem ela!

E os animais?
Temos que fazer, com que eles vivam mais!

A natureza é tão preciosa...
Com muito amor, temos que dar valor,
a essa beleza tão maravilhosa!

Iara Santos
Março de 2007

Entre o Medo e a Aventura

As férias de julho de 2005... O dia em que fiquei entre o medo e a aventura. Você não deve ter nem idéia do que eu estou falando, certo? Pois é... Vou explicar tudo:
Bom, eu tenho um vizinho, que se chama Lucas. O pai dele se chama Júlio, e trabalha lá no exército. O Júlio, inventou uma moda incrível!!
Sabe aquelas barracas gigantes do exército? Então... Ele montou uma lá na quadra! Nossa, foi tão divertido!!
Nós brincamos o dia inteiro, de tudo quanto é coisa que você possa imaginar. E quando foi a noite... O Lucas teve uma das suas super idéias. Dormir na barraca!!!
Todos adoraram a idéia, e a noite, todos já estavam lá. De pijama, travesseiro, colchonetes...
E foi muita gente! Eu, meu pai, o Lucas, a Lorena(a irmã do Lucas), o Léo(o irmão do Lucas), o Júlio e o Rafael(que era nosso vizinho).
E o mais legal, era que havia Tv, som e vídeo game na barraca. É porque nós puxamos energia lá da casa do Lucas, e, a nossa barraca, virou a barraca mais tecnológica da cidade!
E aí que começa o meu medo, e a minha aventura. A noite! O barulho dos bichos, a escuridão da noite e... Alguém estava roncando! Ah... Eu tenho pavor de ronco!! Tudo bem, tudo bem... Vamos voltar ao medo e à aventura.

Nossa... foi uma noite em que todos ficaram com um pouco de medo, eu tenho certeza!! Mas o ruim, é que nós não podíamos ficar acordados até tarde, ou não dormir. É que o papai tinha que trabalhar no outro dia. Bom, a parte do medo foi essa. A noite na barraca, fora de casa!!!
Mas também tem a parte da diversão! Quando acordei, acho que a maioria da galera já havia levantado. Aí, eu e a Lorena trocamos de roupa lá na barraca, porque não tinha nenhum menino lá dentro. Ah! Esqueci de falar. Tinha comida na barraca também. Colocamos vários achocolatados, biscoitos de muitos tipos, frutas... Eu e Lorena comemos ali mesmo, e depois fomos para o banheiro que tinha lá no prédio. Quando saímos da barraca, estava todo mundo no balanço. Nos brincamos de mais, e à noite...
A festa da barraca!!!
É isso aí... Fizemos uma festa para ´´inaugurar`` a barraca. E a festa, acabou virando desfile! Ou melhor: Desfile Top Model!
Mas foi muito divertido mesmo, porque eu e a Lorena fizemos convites para todas as crianças lá do prédio participarem do desfile, e os adultos, assistirem. O desfile foi muito bom, o Lucas fez um truque muito legal com a lanterna, e tudo foi um espetáculo!
Amei a noite de medo, aventura e muita divers
ão!!!


Iara Santos
Agosto de 2006